Um Passado, Um Presente, Um Futuro, SINOPSE
CRIAR FUTURO

Historiador, Autor, Professor de História de Arte.

A INVASÃO DAS HORDAS DE EMIGRANTE À MARTELADA
A maioria das pessoas que arribam à Europa em embarcações financiadas por máfias terroristas e traficantes de seres humanos, não são oriundas de países em guerra . Trata-se de emigrantes em busca de melhores condições de vida na miragem do "estado social" europeu e fundamentalistas islâmicos com objectivos bem definidos, incluindo actos terroristas.
Assim, a aparente irresponsabilidade dos governos neo-liberais, sumamente interessados nos fluxos migratórios provenientes de África e do Médio Oriente, com o - aparente - fim de obterem mão-de-obra barata para os seus países, proporcionou que a Europa viva na prática desde há mais de dois anos numa situação de estado de sítio, de permanente alerta.
Os atentados terroristas em vários locais de países da UE foram bastamente noticiados até há bem pouco tempo. Mais uma vez e neste caso como em tantas outras situações, a lei da rolha abateu-se sobre a comunicação social. O leitor já reparou que desde há poucos meses "deixou" de haver atentados terroristas na Europa comunitária?
A Espanha, Grécia e Itália são uma porta de entrada para milhares de imigrantes provindos do Norte de África. Uma vez aqui desembarcados dão rapidamente o salto para países como França, Alemanha e Bélgica, transformando desta forma a UE em zona de acolhimento de refugiados e falsos refugiados sírios, mas também do Iémen e de outros países africanos.
Não obstante a maratona havida em Bruxelas na noite de 29 de Junho passado relativamente a esta questão, procurando-se consensos entre os estados comunitários relativamente a este flagelo, a verdade é que nuvens negras no horizonte se adensam, prevendo-se, não obstante, um colapso social e económico a breve prazo no seio dos países da UE.
Pelo que vem sendo noticiado nos mais diversos órgãos de comunicação social, pese embora a "encapotada lei da rolha" imperando sobre os mesmos, a maioria dos que arribam ao continente europeu não são refugiados e como "uma imagem vale mais que mil palavras", temos visto imagens de estações de comboios e embarcações pejadas de "refugiados", em que todas as criaturas à vista são homens jovens em idade militar, onde de igual modo visionamos imensos subsaarianos, que obviamente não são refugiados sírios.
A Europa não pode assumir o custo económico do sustento destas hordas populacionais, sem o fazer à custa da supressão das ajudas sociais e dos serviços de saúde aos seus cidadãos, o que (quando passar a carga emocional) conduzirá (já vai conduzindo) inevitavelmente a reacções políticas contra os governos que permitiram este cenário miserável.
Em "estado de choque" a maior parte dos cidadãos comunitários interrogam-se como é possível a UE estar a viver este pesadelo. Porque que razão começou?
No caso da Síria a questão é clara. A Europa, pressionada pelos Estados Unidos, ainda nos governos de Obama, atacou os regimes dos países árabes adversários dos EUA (sob o pretexto de combaterem ditaduras) e seus aliados primordiais nessa região: Israel, Arábia Saudita, Qatar.
Primeiro atacaram a Líbia de Kadafi. Só a Itália é que se opôs. Hoje a Líbia é um caos, uma imensa ruína nas mãos de fundamentalistas. Antes, era um país que cortava as acções das máfias da imigração que transportam os subsarianos para a Europa. Hoje, essa barreira não existe, obviamente, e por tal facto assistimos frequentemente às imagens de centenas de "embarcações" a chegar sobretudo às costas italiana e grega.
Na Síria sucedeu o mesmo. Atacaram o regime legítimo e laico de Bashar Al Assad, embargaram-lhe a importação de armas (Obama, Cameron e Hollande, com o apoio de Mariano Rajoy) e armaram e sustentaram a oposição islâmica, quer dizer, aquele que é hoje o criminoso auto denominado "Estado Islâmico". As consequências estão à vista. Uma delas é o êxodo de cidadãos sírios, que por sinal são maioritariamente cristãos ortodoxos mas constituem uma minoria no seio das hordas de "refugiados".
As consequências para os países de origem desta gente são brutalmente negativas. Desde logo a quebra demográfica e de mão-de-obra, condenando estes países ao aumento do seu grau de pobreza e de miséria. Trata-se de "refugiados económicos", criando inevitavelmente um ciclo com um fim catastrófico para eles e para a Europa.
Chegados aqui, devemos esclarecer o leitor menos avisado da diferença que existe entre um refugiado e um emigrante.
Enquanto um refugiado é um indivíduo que foge das consequências de uma guerra ou de um regime criminoso de ditadura, o emigrante é aquele que abandona o seu país para procurar uma melhor situação económica.
Acontece que a maior parte dos milhar de indivíduos que tem vindo a chegar à Europa são pseudo "refugiados", ou seja, emigrantes.
Desde o início deste êxodo que os países comunitários do antigo Bloco de Leste (Polónia, Hungria, Bulgária) barram-lhes a entrada ou expulsam-nos dos seus territórios. O novo governo italiano já o vai fazendo também.
É claro que é um perfeito disparate sob todos os aspectos, pensar que a UE pode continuar a acolher a invasão destes bandos.
Há cerca de dois anos (ainda no tempo de Obama) de acordo com o noticiado então, relativamente a um informe dos serviços secretos austríacos publicado num jornal diário desse país, os Estados Unidos estavam por detrás da vaga de "refugiados", com o objectivo de debilitar a UE.
Sendo assim e partindo do princípio que os governos dos países europeus tem conhecimento deste facto, porque razão estão a aceitar o inevitável?
Tudo começou quando o ex-primeiro ministro britânico David Cameron, que se opunha fortemente a dar asilo aos imigrantes sírios, deparou-se (tal como a opinião pública em geral) com a publicação da fotografia de uma criança morta numa praia turca, imagem e notícias bem engendradas em torno desse infausto ocorrido que comocionou a Europa maioritariamente relutante quanto aos foragidos das guerras.
Aqui, os meios de informação tiveram um papel decisivo na inflexão de opinião de governos e de grande parte dos povos europeus.
Será que não houve manipulação (des)informativa?
Recordemos que o pai da malograda criança da dramática foto não era curdo-sírio e não fugia da guerra, tão só queria emigrar para a Alemanha à procura de melhor vida. Ao pagar milhares de euros às máfias da emigração para a passagem do Mediterrâneo em precária embarcação com a família, sujeitou-a às trágicas consequências de que é público conhecimento, que os meios de informação aproveitaram (instruídos a maior parte) para emocionar a opinião pública.
Porque razões estão tão interessados e mancomunados estes, no apoio às hordas de emigrantes que chegam à Europa? Quem está por detrás deles?
Milhares de pessoas jogam as suas vidas como numa roleta russa, quando embarcam na aventura da travessia do Mediterrâneo à procura de melhor vida fora dos seus países, morrendo nessa tentativa boa parte deles (homens, mulheres e crianças), não obstante só a foto da referida criança foi explorada até à náusea. Porquê?
Este tipo de imagens são publicadas sempre que tenham como objectivo influenciar a opinião pública com o objectivo de pressionar as decisões políticas em dados momentos e contextos específicos. Não estamos, portanto, perante operações de informação como compete aos meios de comunicação social, mas antes, de bombardeio de opinião concertada com o fim de influenciar as consciências colectivas.
Em boa verdade esta propaganda tem redundado num prejuízo muito claro; a criação da ideia de que a Europa é culpada de todos os males de que o mundo enferma (fomes, doenças, guerras, etc.) e, por conseguinte, este continente tem obrigação de acolher todos os emigrantes que aqui desembarquem de acordo com a propaganda subjacente de que os emigrantes que entram na Europa são bons e não têm outra opção de vida (como a de trabalharem para melhorarem os seus países, por exemplo).
Os meios de (des)informação ao serviço de obscuros e sinistros desígnios propagandeiam a ideia de que todos os europeus são maus e egoístas e, portanto, não aceitam que centenas de milhar de emigrantes (em três anos já são milhões) se instalem nos seus países pagando os europeus os custos económicos e manutenção dessas hordas nos seus territórios.
É curioso que os mesmos meios de (des)informação não apodam de racistas e outros mimos países como a Arábia Saudita, Quatar e Israel entre outros prósperos Estados do Médio Oriente em geral, por exemplo, que se negam a acolher um único sírio e/ou emigrantes do seu continente.
É verdadeiramente condenável, o facto da maioria desta gente recusar integrar-se nas sociedades dos países de acolhimento, maltratarem os naturais dos países que invadiram, viverem de subsídios pagos com os obscenos impostos esbulhados aos europeus, onde são alimentados e mantidos em casas mobiladas que lhes são cedidas de borla, enquanto milhões de cidadãos europeus vegetam em tugúrios miseráveis, em abrigos ou nas ruas, sofrem de carências alimentares e de assistência médica e medicamentosa.
As revoltas seguem dentro de momentos...
06-07-2018 - Pedro Pereira

0 PERFUME FÉTIDO DO REGIME
Eis que o regime bateu no fundo, no lamaçal. Doravante, se escavarmos mais um pouco, vamos encontrar um enorme buraco negro. Uma gigantesca cratera de desígnios e limites insondáveis.
O regime esboroa-se rapidamente, entrou na 5ª dimensão. A partir daqui o seu futuro é uma incógnita. A corrupção é larvar. Afinal (descobrem almas caridosas) alastrou durante décadas como fogo à palha por todo o país.
Falemos então do senhor "engenheiro", esse génio das acrobacias e do trapézio político, que teve a capacidade inventiva de conduzir o país a mais uma falência desde 1974. só que esta foi de proporções gigantescas, nunca vistas, da qual o país e os portugueses continuam a sentir os seus efeitos, que foram devastadores.
Depois deste glorioso feito heroico saído do seu bestunto perturbado, em desespero de causa chamou um bando de agiotas internacionais que foi «carinhosamente» baptizado de "troika", a fim de evitar o colapso do país.
Nos tempos em que (des)governou a nação, acolitado por um bando de «trapezistas» políticos que na sua maior parte se podem encontrar no actual governo, na Assembleia da República e outros cargos de responsabilidade política a começar por aquele que foi vice-ministro do senhor "engenheiro" e hoje é o primeiro, tratou carinhosamente do seu pecúlio e deixou os apaniguados engordarem os seus também. Foi um fartar vilanagem. Durante os anos de gerência de tal gentalha e associados, viu-se o país transformado numa coutada onde os "artistas" caçaram e se alambazaram à barba longa. Nada que não tivesse acontecido com alguns «trapezistas» políticos de governos anteriores, só que os dos governos do senhor "engenheiro" ultrapassaram todos os limites dos seus antecessores em número e em volume de trambiques.
Desde esses tempos e até há poucos dias, quem criticasse o senhor "engenheiro" nas redes sociais, por exemplo, logo uma matilha de cães rancorosos amestrados ao serviço do dito cujo saltavam por esses lados nas injurias, nas ofensas, nos insultos assassinos ao comentador. Lá dizia o grande filósofo e génio trauliteiro, o ex-ministro Coelho "socialista": "Quem se mete com o PS leva".
Hoje é vê-los de rabo entre as pernas. Alguns praticando actos de contrição públicos... - Pois se afinal nem sabiam que o senhor "engenheiro" era um trambiqueiro e até um grande mentiroso, de acordo com as palavras daquela que foi a sua namorada(sic). Para ocorrer esta brutal cambalhota bastou que os seus camaradas, grandes amigalhaços e maiores responsáveis do seu partido, alguns deles ex-acólitos nos seus (des)governos viessem por estes dias para a praça pública dizer que afinal o dito indivíduo era pessoa pouco recomendável e apodá-lo com outros cognomes pouco abonatórios.
Das duas uma: ou estas criaturas são muito ingénuas ou são taradinhas. Então só ao fim de mais de uma década é que descobriram a verdadeira face do senhor "engenheiro"? - Se são ingénuas, decididamente não têm capacidade para continuarem a ser governantes no actual (nem em outro) governo; se são loucas, configura-se uma situação mais grave, ou seja, são inimputáveis e por tal facto devem quanto antes cessar funções governativas e ser internadas num hospício.
Num passa-culpas, como manobra de diversão, esta gentalha mais alguma imprensa que ainda continua ao seu serviço, propagandeiam que se no partido deles há indivíduos pouco recomendáveis (termo eufemístico para estes casos), como por exemplo o senhor "engenheiro" mais um Pinho e coisa e tal, nos partidos da oposição também os há. Pois há, pois foi, mas só o facto de um ex-primeiro ministro estar indiciado por variados casos de corrupção e por tal facto ter estado preso preventivamente durante 10 meses, episódio único de detenção de um ex-chefe de governo na História do regime democrático em Portugal após o 25 de Abril de 1974, trata-se de um caso de enorme gravidade, indiciante da putrefação a que chegou o regime.
Mais grave, com a cumplicidade (por omissão) do seu partido, do Parlamento, do Presidente da República e de grande parte dos cidadãos portugueses até há poucos dias.
Aqui recorda-nos o ditado: "O pior cego é o que não quer ver".
Os portugueses sabem de cor e salteado quem são os patifes, só que, como referimos mais acima, o problema que existe dentro daquele que já foi um Partido Socialista, é a dimensão daquilo que Ana Gomes colocou como interrogação há poucos dias ao dizer que não compreendia como é que o PS «se prestou a ser instrumento de corruptos e criminosos», admitindo estar a falar dos casos de Sócrates e Manuel Pinho. (Declarações ao DN, 14.05.2018)
A partir destas declarações os amigalhaços do senhor "engenheiro" começaram a desmarcar-se publicamente dele como se fosse uma criatura pestilenta, como se de repente descobrissem que tinham andado enganados a seu respeito uma catrefada de anos. É preciso muito despudor, falta de ética, de princípios, de valores, enfim... do mais elementar que deve ser intrínseco a todo o indivíduo, pois se comeram durante vários anos à mesma mesa que ele e com ele conviveram e (des)governaram a nação, de tal ordem que os portugueses ainda hoje continuam a pagar os "benefícios" de tais obreiros!
Deixem-se de hipocrisias. Como diz o outro: "há bué de anos que estavam carecas de saber quem ele era".
É claro que o desgraça da nação, o cheiro fétido que emana do regime que se encontra em decomposição, não se deve só aos Sócrates e aos Pinhos, mas também a banqueiros Salgados, a inúmeros Presidentes (eles e elas) de autarquias e seus parceiros de gestão, aos grandes devedores (leia-se: empresas) da banca, com calotes monstruosos permitidos por governantes, às fundações, aos observatórios, institutos...
A talhe de foice refira-se que: - "Portugal é visto como um país mais corrupto do que a média europeia, de acordo com o Índice de Perceção da Corrupção que foi divulgado esta quarta-feira pela organização não governamental Transparency International". (Eco - Economia Online, 21.02.2018)
Aparentemente, próximo do congresso do PS que vai ter lugar por estes dias, os seus dirigentes estarão convictos de que ao excomungarem dois dos seus ex-governantes o problema fica resolvido. O partido fica a salvo e o regime regenerado.
Nada mais falso. O PS pode escapar mais ou menos incólume, prevendo-se até, uma votação maciça dos militantes em A. Costa só equiparável ao que costuma suceder com as eleições que levam ao altar o "querido líder" da Correia do Norte. Porém, o regime não se regenera com cosméticas à badalhoca. Só é passível de ser regenerado se tiver início nos próximos meses um amplo debate público de âmbito nacional sobre o mesmo; se o sistema de representação político partidário for reformulado; se a Lei Eleitoral for revista, incluindo a eliminação das centenas de milhar de mortos que povoam há várias décadas os cadernos eleitorais; se o povo for chamado a referendos (contemplados na Constituição) a nível concelhio, distrital e/ou nacional em temas de superior interesse para as populações no quotidiano; se os limites de mandatos de cargos públicos forem indexados aos do Presidente da República, ou seja, ninguém em algum cargo político puder exercer mais do que dois mandatos; se os cargos dirigentes da função publica forem de carreira e não de nomeação política; se os deputados à AR passarem a ser eleitos por círculos uninominais; se for eliminada a falta de proporcionalidade e representatividade dos cidadãos nos actos eleitorais, que dada a aplicação do famigerado método de Hondt favorece os partidos maiores, o que torna possível o mais votado alcançar a maioria absoluta com 44% de votos, pelo que deve passar a ser adoptado o método de "um homem, um voto", verdadeira génese da democracia representativa; se forem sancionados os programas eleitorais demasiado vagos que não passam de mera "publicidade enganosa", acontecendo frequentemente que determinado partido ao chegar ao poder, faz precisamente o contrário do que publicitou no seu programa eleitoral, tanto mais grave quanto "mexem" com dinheiros públicos, com os impostos pagos pelos cidadãos, com a agravante de os eleitores não lhes poderem juridicamente exigir satisfações ou sancioná-los relativamente às suas aldrabices.
A maior parte dos dirigentes políticos carece de competências mínimas para as funções que passam a executar após eleitos, além de muitos deles sofrerem manifestamente de distúrbios psico-comportamentais. Falam e comportam-se como débeis mentais, psicopatas e portadores de outras patologias do foro psiquiátrico, pelo que deveria ser obrigatório serem sujeitos (eles e elas) a testes psicológicos e psiquiátricos antes de integrarem listas eleitorais.
Se os políticos que praticam gestões extremamente danosas (quando não incorrem em práticas de crimes) passarem a ser criminalizados; se os governos forem impedidos de apresentarem défices orçamentais, bem assim como imitirem dívida pública, que representa sempre uma brutal carga de impostos futuros; se os governos forem proibidos de incorrer em compromissos financeiros para além da sua legislatura; se for permitido que grupos de cidadãos organizados possam candidatar-se a eleições legislativas, e por aí fora...
A representação política do povo não pode nem deve ser exclusiva dos partidos políticos. Tal princípio é contrário às regras mais elementares da democracia plena. No caso das eleições legislativas, nas listas concorrentes devem de ser elencados os nomes e pastas de todos os putativos membros de um possível governo que venham a constituir quando eleitos.
Dado alguns dos aspectos atrás enunciados que consideramos fundamentais para a existência de um verdadeiro regime democrático, para uma democracia saudável que aproxime os eleitores dos eleitos e neles se revejam mutuamente, torna-se urgente uma ampla discussão pública conducente a uma reforma do Sistema Político Eleitoral.
Pedro Pereira, 18 de Maio de 2018

O DESMANTELAMENTO DA EUROPA
Em 2008 começou a desenhar-se no horizonte, sobretudo no mundo ocidental, uma ofensiva gradual sem precedentes sobre os cidadãos em geral, com especial incidência nas classes laborais, pequenos e médios industriais, empresários e comerciantes. Enfim, sobre os rendimentos, os direitos e as liberdades de todos e cada um dos cidadãos, afectando em particular a classe média.
Este ataque, proveniente de um governo sombra global é claro para os cidadãos mais atentos em todos os estados membros da União Europeia e outras nações, sentindo-o nós, portugueses, em Portugal, no quotidiano, com manifesta preocupação, diríamos mesmo, com angústia, porque o desemprego continua a ser um flagelo e só é atenuado pelo emprego sazonal não obstante os salários miseráveis que o acompanham. A insegurança laboral assume contornos fantasmagóricos e os rendimentos do trabalho são cada vez menores, massacrados que são, os cidadãos, pelos salários miseráveis e pela pesada carga fiscal. A miséria e a criminalidade, assumem-se cada vez mais com contornos de flagelo.
Nesta altura, convém salientar que os dirigentes da União Europeia, os chefes de governos e presidentes dos Estados que a compõem, limitam-se a cumprir ordens em cadeia emanadas do topo de uma pirâmide, cujo vértice sinistro o comum dos cidadãos não consegue vislumbrar, mas que alguns dos referidos dirigentes políticos conhecem.
Acresce que, há cerca de vinte anos tivemos conhecimento que nos anos seguintes (desde então) o modelo de economia global assumiria a face que hoje conhecemos, ou seja, o reforço dos oligopólios; a drástica baixa dos salários reais; a agilização dos despedimentos e/ou supressão de postos de trabalho, até que qualquer estado atinja entre 23% a 25% de desempregados; a redução dos benefícios fiscais das classes média e baixa; o desmantelamento dos serviços nacionais de saúde, de segurança social e de aposentação; o controlo absoluto dos cidadãos através de sistemas informáticos como o cartão do cidadão, os cartões de crédito, os cartões de multibanco e todos quanto contenham chips electrónicos e o reforço do controlo dos serviços de videovigilância, tendo estes fatores como objetivos (entre outros), a aproximação crescente entre as classes média e baixa até que as duas se encontrem ao nível da subsistência mínima.
Na altura, muito embora fossemos alertados por «eurocratas» das nossas relações pessoais, bem posicionados, para o cenário que agora vivemos e o que nos resta viver, pensámos estar a escutar o relato de um filme de ficção científica da série B e por isso cépticos ficámos, uma vez que no horizonte não se vislumbravam nuvens negras. Mesmo que na altura acreditássemos no que ouvíamos e passássemos as informações a outras pessoas, de pouco ou nada adiantaria a transmissão desses informes, sabendo nós que eram afirmações verdadeiramente «fantásticas» para os tempos que então vivíamos.
O tempo se encarregou de nos mostrar que o relato que nos pareceu ficção científica se transmutou em sinistra realidade.
Como vivemos tempos de Trevas, de Ignorância, de Preconceitos e de tiranetes a porem-se em bicos de pés, é dever de todos os cidadãos lutarem contra os mesmos, defendendo a Justiça, a Verdade, a Equidade, a Solidariedade e a justa repartição da riqueza, princípios que estão a ser espezinhados pelos governos da UE, prenhes de políticos cinzentões a condizer com as fardas/fatos que trajam no dia-a-dia, funcionários submissos de tiranos de rosto oculto pelas máscaras de assassinos sociais e não só.
Porém, é dever de todos os cidadãos, combaterem a opressão; a limitação das liberdades fundamentais em nome de uma pretensa segurança (?) e de uma modernização dos Estados, de carácter claramente duvidoso; o autoritarismo; a corrupção; o saque; os desmandos e o esbulho dos rendimentos do trabalho, dos bens e do património dos europeus em geral e de Portugal e dos portugueses em particular.
Quanto a ideologias políticas dos governos das nações em causa, «estamos conversados». Independentemente do rótulo político e emblema que cada um ostente, governam todos da mesma maneira, ou seja, de acordo com as ordens que recebem de Bruxelas e de Bona e que estes, por sua vez, recebem do governo sombra global.
A política do «memorando contínuo» que se encontra implementada nos estados membros da UE, paulatinamente vai conduzindo à destruição, quer relativa, quer absoluta, da organização tradicional do trabalho, eliminando os quadros intermédios nos mais variados sectores de atividade pública e privada e reduzindo a 10% os quadros superiores.
Desmantelados, assim, os atuais quadros de hierarquias laborais, os trabalhadores passarão a ser geridos a partir de linhas de comando direto, exercido pelas poucas chefias da absoluta confiança política dos «fatos cinzentos», quer na administração pública e autárquica, quer nas fábricas e nas empresas.
Para controlar os trabalhadores nos vários sectores empresariais e do Estado, serão reforçados o número de informadores dentro destes, ao estilo das polícias secretas. Novas formas de organização laboral encontram-se a ser criadas dando lugar a novas formas de exploração a custos médios, muito mais baixos que os atualmente em vigor, abrangendo todos quantos labutam, reduzindo os seus salários reais, seja através dos cortes nos mesmos ou do aumentando da coleta sobre os rendimentos do trabalho, provendo a uma crescente acumulação e concentração do capital nos oligopólios.
No caso da produção, incluindo no setor primário, os preços finais para o comprador acompanharão em parte a descida real dos salários, formula expedita encontrada pelos assassinos sociais para que o consumo e os seus lucros não definhem, uma vez que os preços poderão, então, competir com os praticados pelos dos produtos provindos das sociedades industriais emergentes, casos da China e da India, por exemplo.
Em Portugal, Grécia, França, Espanha e Áustria, o limite de idade para a reforma e as contribuições dos trabalhadores vem aumentado de forma significativa. De igual modo, em Itália, na Irlanda, em Portugal, na Grécia e em Espanha nos últimos anos, os impostos indiretos subiram drasticamente.
Na Polónia, Roménia, Irlanda, Áustria, República Checa, Itália, França, Portugal e Grécia, os salários regais dos trabalhadores continuam a ser reduzidos de forma indirecta em cada mês quer passa, bem assim, como o número de funcionários públicos, quer através da supressão dos postos de trabalho, quer não renovando contratos com trabalhadores que há vários anos se encontram nessa precária situação laboral.
Reputados economistas mundiais de variados quadrantes, admitem que o plano para reduzir a dívida por meio do famigerado «memorando» e as asfixiantes medidas de austeridade que continuam pairando como abutres sobre países como a Grécia, Irlanda e Portugal, conduzem a um círculo vicioso em espiral de aumento da dívida pública e de recessão.
Neste momento, a principal preocupação dos governos dos países em dificuldades, é salvar a banca em geral que continua a navegar em mar encapelado, não obstante os 500000 milhões de euros injetados em tempos da Troika, que de acordo com as cândidas declarações do então presidente da Comissão Europeia, o sr. Durão Barroso, serviu para salvar as poupanças dos depositantes (?). É evidente que por detrás destas iniciativas se encontra o «fantasma» da crise de 1929, que inúmeros analistas consideram que poderia ter sido evitada se acaso os governos tivessem salvado os bancos da bancarrota.
Todos sabemos, de igual forma, que a ultrapassagem da profunda depressão económica iniciada em Wall Street, só foi superada com a economia de guerra gerada pela entrada dos USA na II Grande Guerra Mundial.
A problemática da dívida pública não se refere apenas ao seu nível, mas também, à despesa acrescida com o seu serviço, a qual, em última análise, determina a incapacidade de um estado para pagar, ou seja, leva-o à bancarrota.
Em 2009 o presidente do Conselho Europeu admitiu que a ansiedade com a gestão da dívida pública dos estados endividados da UE (caso de Portugal) afetava o reforço do euro como divisa internacional e o futuro da Eurozona como um todo, devido ao elevado nível de interdependência das economias.
A salvaguarda da Eurozona e dos principais prestamistas eram (são), portanto, os motivos pelos quais foi necessário celebrar atabalhoadamente um acordo sobre os mecanismos de Estabilidade Europeia e os pagamentos das prestações dos empréstimos aos países endividados.
O que preocupa o governo sombra global não é tanto a dimensão da dívida portuguesa ou grega, por exemplo, mas a dificuldade de administrar a reação em cadeia em países com a Itália ou a Espanha, tanto mais que um dos seus objetivos primários é salvar o sistema financeiro, instrumento fundamental para a acumulação de capital.
De resto, está bem de ver que tal como o princípio da Física que refere: «matéria atrai matéria na razão direta das massas», o mesmo princípio se aplica à economia, ou seja: «riqueza atrai riqueza na razão direta das massas». De igual modo: «miséria atrai miséria na razão direta das massas». Estes são princípios do mais elementar senso comum, inquestionáveis. Logo, é compreensível que esmifrar o «sangue e o tutano» de um povo - como no caso português - para resolver uma crise económica sistémica, só por si não salvará o país de um desastre «anunciado», caso não haja, quanto antes, um esforço coletivo que incentive e facilite o investimento em setores produtivos de base de que o país é deficitário, como a agricultura, com incidência na produção cerealífera, olivícola e outras; no setor das pescas, através da renovação/modernização da decrépita e - quase - artesanal frota pesqueira; na exploração mineira e nas pedreiras; na indústria transformadora/conserveira; na exploração das potencialidades da nossa costa Atlântica; na pecuária e seus derivados: carne, leite, laticínios...; nas energias alternativas: eólica, geotérmica, de marés... e outras.
Entretanto, o governo francês e o governo alemão procuram minimizar a sua participação estatal nos mecanismos de apoio aos estados endividados transferindo uma parte do fardo da reestruturação para os grupos de credores da banca, enquanto o BCE e os bancos europeus fazem pressão para que o cancelamento parcial da dívida não ocorra às suas custas. Não obstante a oferta de uma alta taxa de juro, não se encontram satisfeitos, porque consideram improvável o reembolso da dívida; questionam a probalidade de os planos propostos virem a ter êxito.
É enquadrado neste cenário que as reestruturações das dívidas soberanas estão a ser promovidas pelos círculos americanos, os quais vêm intervindo ativamente na competição euro/dólar, como divisas de reserva internacionais.
De qualquer forma, os trabalhadores, os pequenos e médios empresários, industriais e comerciantes, nada podem esperar de positivo do resultado desta luta de galos de capoeira. Qualquer que seja o resultado da mesma, entre os vários patamares do capital e dos estados mais fortes, a ofensiva da classe dominante continuará a manifestar-se afanosamente, procurando a forma de assegurar a força de trabalho mais barata, acelerando as reestruturações, as privatizações e a liquidação da propriedade pública a favor das multinacionais e corporações monopolistas.
Quanto ao reembolso da dívida pública, as várias propostas do governo sombra diferem apenas sobre o quando e como os povos pagarão a conta, na certeza que, com a extensão do período para o reembolso dos títulos, os trabalhadores terão de pagar mais, ao longo de um maior período de tempo, quer a taxa de juro permaneça estável, quer a mesma aumente.
Assim, a questão crucial que se coloca no presente, está em saber que convulsões sociais e políticas se sucederão, no intermezzo do patamar de fratura entre o atual modelo económico que se esboroa rapidamente e um novo modelo económico assente noutro paradigma que se nos afigura feroz e desumano.
Quanto às fortunas dos grandes capitalistas, dos grandes milionários a nível mundial, essas, encontram-se asseguradas. Aliás, continuam a engrossar em cada dia que passa à custa do empobrecimento generalizado de milhões de seres humanos, pouco lhes preocupando o futuro destes, uma vez que são detentores de vastos patrimónios e os seus pecúlios encontram-se bem entesourados.
Pensamos que, pelo andamento que leva a conjuntura económica e social que vivemos, não será de excluir a hipótese de guerras civis e/ou globais, o que - por razões óbvias - convém aos oligopólios das mais diversas áreas e aos genocidas sociais, tanto mais que os recursos naturais mundiais em breve se tornarão escassos, caso a evolução demográfica continue ao ritmo diário atualmente registado.
Pedro Pereira, 1 de Junho de 2018

A TELENOVELA COR DE ROSA DO BALTAZAR
Desde os alvores da geringonça que o país vive emerso num mundo virtual apartado do resto do planeta.
A comunicação social, sobretudo a televisiva, bombardeia a toda a hora os portugueses com notícias catastróficas dos restantes países (e mares) que povoam o mundo, enquanto que Portugal é retratado como um oásis no meio das catástrofes sociais, políticas, económicas e até da natureza.
O povo encontra-se mergulhado numa espécie de telenovela inspirada no filme: "Alice no País das Maravilhas", sendo que a personagem substituta da Alice é um Baltazar e o País das Maravilhas encontra-se quase todo pintalgado de cor-de-rosa cueca.
Os cidadãos são bombardeados a toda a hora através dos meios de informação, nomeadamente das têvês, com "noticias" cozinhadas. Umas deturpadas na origem, outras à chegada, de acordo com os desígnios obscuros do gordo Baltazar e seus acompanhantes.
Desde que o país mergulhou no mundo cor-de-rosa, a dívida pública aumentou exponencialmente, estimando-se actualmente em 250.000 milhões de euros (continua a crescer todos os dias), enquanto que a dívida particular triplica já este valor.
No contexto do guião desta telenovela, o governo geringonço provê e/ou alimenta com desvelo operações "noticiosas", de forma a alienar o povo quanto ao verdadeiro estado da nação, não vá ele acordar e revoltar-se borrando o cor-de-rosa com outras cores.
Mais vale prevenir do que remediar...
Em simultâneo, englobado na estratégia de alienação de massas, as agências de (des)informação ao serviço dos geringonços vem tratando de manter em silêncio os órgãos informativos relativamente ao ponto da situação sobre casos do foro criminal de grande envergadura e escândalos associados que correm nos tribunais, que afectam a economia e a vida de muitos milhares de cidadãos portugueses, como o caso BES, Sócrates, Lima, EDP, vistos Gold, PPP's e outras sinistras e correlativas macumbices, sem falarmos da corrupção endémica que assola a nação desde os escalões sociais médios até aos mais altos escalões da política e da magistratura.
Sobre estes casos, nas últimas semanas, o silêncio caiu como um pano negro sobre estes e outros sinistros processos. Estão assim, fora da vista e dos ouvidos do conhecimento público. Em sua substituição, para manter o povo quedo e entretido, criaram-se diversões circenses como a questão da eutanásia, levada a votação à martelada na Assembleia da República à revelia dos mais elementares princípios democráticos como se os portugueses fossem débeis mentais, sem discussão pública nem referendo.
Para o leitor que não se recorde, este tema fraturante da sociedade portuguesa não constou (nem consta) nos programas dos partidos que concorreram nas últimas legislativas.
Mas também se entretém o povo com o inenarrável folhetim do Sporting, mais os desafios de futebol em doses industriais e correlativos comentadeiros em volta de mesas quadradas, redondas e bicudas, ocupando diariamente de manhã à noite (e até de noite) durante horas a fio os espaços televisivos, mais os "noticiários" das têvês reportando o presidente Marcelo a tirar selfies em eventos culinários, em plantações de beterrabas, em festivais do burrié, em concertos de música pimba, nas sardinhadas, nas feiras do alho porro, no festival da batata com grelo, na feira dos nabos com rama repolhuda, e por aí fora...
Criatura simpática e inteligente, enche os écrans com largos sorrisos, abraços e afectos, apelando permanentemente ao entendimento entre todos os partidos com o fim de se gerar assim como que a modos uma espécie de união nacional, quando não (vai avisando de forma subliminar) face à insegurança que o mundo atravessa e em particular a UE, o país pode vir a afundar-se na desgraça.
Estes são alguns dos exemplos da confecção de programas recreativos criados pelas tais agências de (des)informação ao serviço da geringonça (o leitor que recorde mais uns tantos... e são muitos), para consumo do "bom povo" português a fim de que este não se ocupe com matérias que versam a vidinha dos intervenientes nos famigerados trambiques (termo eufemístico, é claro) acima titulados, engendrados pelas classes política e económica dominantes do país.
Pedro Pereira
22-06-2018 - Portimão


